Quarta-feira, 03.06.09

Palavras para quê? (XXV) - Blind Willie Johnson Vs Kronos Quartet



Dark Was The Night - Blind Willie Johnson, 1927
Dark Was The Night - Kronos Quartet, "Dark Was The Night (compilação)", 2009

publicado por Olavo Lüpia às 14:15 | link do post | comentar | feedbacks (1)
Segunda-feira, 09.06.08

Portishead Vs Radiohead

The Rip - Portishead
"Third" (2008)


The Rip, Radiohead (Thom Yorke & Jonny Greenwood) [at ease web]
publicado por Olavo Lüpia às 12:00 | link do post | comentar | feedbacks (1)
Quarta-feira, 09.05.07

Van Morrison Vs Jeff Buckley (II)

Depois de The Way Young Lovers Do (post para o qual remeto as explicações adicionais), desta vez, o objecto de estudo é Sweet Thing.
Mais uma vez, uma (rectius, duas) obra(s) de arte.


Sweet Thing - Van Morrison
"Astral Weeks" (1968)
Sweet Thing - Jeff Buckley
"Live at Sin-é Legacy Edition" (2003)
publicado por Olavo Lüpia às 04:18 | link do post | comentar
Terça-feira, 19.09.06

Van Morrison Vs Jeff Buckley

Em 1968, era ainda Van Morrison um jovem tolo - e não a crosta cheia de pus que hoje se apresenta com o mesmo nome - quando gravou o disco Astral Weeks. Um disco do caraças!
Fresco, fresquinho, muito bem composto e com uns arranjos e orquestrações, no mínimo, brilhantes. Pontos altos, entre outros, Astral Weeks, Sweet Thing ou The Way Young Lovers Do.
Esta última é uma música de excepção! Se a música vale, desde logo, pela própria composição, os sopros e cordas dão-lhe um toque único! Fantástica.

Um quarto de século depois, Jeff Buckley era um músico a lutar pela notoriedade, tocando incessantemente nos mais variados bares nova-iorquinos (cidade à qual chegou em 1991, para tocar num concerto de homenagem ao pai, Tim). O muito conceituado Sin-É presenteava-lhe a honra de preencher as noites de segunda-feira, em detrimento - entre outros - de um qualquer Rufus Wainwright...
Daí surgiu a ideia de gravar um Ep naquele local, que é editado em 1993, com o nome Live at Sin-É e 4 músicas: dois originais e duas versões.
Uma delas é o The Way Young Lovers Do, do (naquela altura - como, de resto, agora - já não tão jovem) Van Morrison.
É um autêntico tour de force de Buckley! Como qualquer talento da bola, ele "abre o livro" e mostra o quanto tocava guitarra e o quanto cantava (o que se passa ali pelos 7'20'' da música, por exemplo, não é nada normal)! E assim, só com uma guitarra, a música passa de 3'18'' para 10' (minutos esses que não custam nada a "matar", diga-se)!!!
Sem mais, aqui estão os dois objectos desta prosa - que já vai demasiado longa:

The Way Young Lovers Do - Van Morrison
The Way Young Lovers Do - Jeff Buckley
publicado por Olavo Lüpia às 12:38 | link do post | comentar | feedbacks (1)
Segunda-feira, 18.09.06

Springsteen Vs Tortoise + Bonnie 'Prince' Billy

Quando se chega a uma idade em que o onanismo deixa de ser um guilty pleasure, passamos a ser pessoas menos complexadas!...
Confusos?
Ok.
Durante muitos anos, era assim que (ou)via Bruce Springsteen (não onanismo, mas guilty pleasure, obviamente!).
Quando era adolescente, muita gente gozava comigo.
Tinham razões para isso? Tinham.
Gozavam pelas razões óbvias? Não.
Gozavam comigo porque eu gostava de Bruce Springsteen. Durante muitos anos reprimi o facto, de maneira a que não fosse humilhado, apontado na rua, ridicularizado...
Até que "saí do armário"! E não venha aqui ninguém dizer que, por exemplo, os primeiros três discos do homem - Greetings from Asbury Park ('73), The Wild, The Innocent & The E-Street Schuffle ('73) e Born To Run ('75) - são maus ou assim-assim, que eu "RASGO-O" TODO!!!
Ora, o Born To Run é um dos melhores discos de Rock de sempre: ainda é um 'gand'a maluco', considerando que faz 31 "lindas primveras" em Novembro. Pode-se mesmo dizer: it'll be 31 years young!
A começar, tem esta belíssima (e histórica) Thunder Road. Música e palavras (con)fluem na formulação de «um convite», nas palavras do próprio Boss. Um musicão com uma paleta de cores impressionante. Romantismo. Mas do bom, hã! Não há lamechices nem paneleirices.
Em 2006, os Tortoise juntam a sua visão musical à voz quente e bonita de Will Oldham, a.k.a. Bonnie 'Prince' Billy, num grande disco de versões, chamado The Brave and The Bold. De um Milton Nascimento ("Cravo e Canela") até um Elton John ("Daniel"), de tudo pode ser encontrado.
Neste Born To Run de 2006 decidiu-se manter (quase) intacta a estrutura do original de '75. As cores é que mudam! Diga-se, por isso, que se trata uma versão "futurista" e "daltónica" - veja-se, por exemplo, a parte instrumental final.
Uma versão absolutamente soberba.

Thunder Road - Bruce Springsteen
Thunder Road - Tortoise + Bonnie 'Prince' Billy

A letra, que merece bem a pena, está aqui.

publicado por Olavo Lüpia às 01:37 | link do post | comentar | feedbacks (1)

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