Terça-feira, 16.09.08

Sob O Efeito de Hipnóticos/Decomposing Composers #6 ou The Great Gig In The Sky


Rick Wright [28.07.1943-15.09.2008] fundou os Pink Floyd, sendo o som das suas teclas um dos grandes responsáveis pelo psicadelismo do som dos primeiros tempos da banda, quer pela riqueza melódica, quer pelo ruído e dessintonias - dois lados bem patentes, por exemplo, em Pow R. Toc H. do disco de estreia dos Floyd (veja-se também este vídeo de Interstellar Overdrive, da mesma altura - extraído do hiper-recomendável April Skies do 'olheiro' M.A.).
Após ter lançado o seu primeiro disco, "Wet Dreams" (1978), Roger Waters destituiu-o da qualidade de membro da banda para, em seguida, o contratar como músico de acompanhamento, estatuto que foi tendo desde esses tempos até aos de "Division Bell" (1994), no qual volta a compor para os Pink Floyd.
Desde aí, lançou o seu segundo disco em 1996, com o nome "Broken China", e foi tocando ao vivo com a banda de sempre.
Com a sua morte, pressupõe-se que sejam definitivamente colocados de parte os rumores que apontavam para uma possível reunião dos Pink Floyd, que vêm desde que Waters, David Gilmour, Nick Mason e Wright tocaram juntos no espectáculo Live 8, no Verão de 2005.
Só resta desejar a Wright que 'parta uma perna' no grande concerto no céu.

Pow R. Toc H. - Pink Floyd
"The Piper At The Gates Of Dawn" (1967)
Saint Tropez - Pink Floyd
"Meddle" (1971)
The Great Gig In The Sky - Pink Floyd
"Dark Side of The Moon" (1973)
publicado por Olavo Lüpia às 07:00 | link do post | comentar | feedbacks (3)
Quarta-feira, 18.04.07

You can´t do that on stage anymore!

Mais uma vez, roubei um título de um post ao Frank Zappa. Mas acho que é apropriado, tendo em conta o que vos tenho para falar.

Podem dar nomes de cantores a cães (por exemplo, conheço um Alfredo e uma Amália que pertencem ao mesmo dono), mas não os podem fazer cantar. Ou podem?
Tomemos o exemplo de Seamus.
Seamus era um cão pertencente a Steve Marriott, amigo próximo dos membros dos Pink Floyd. Tendo reparado que o cão reagia bem à música, ladrando e uivando afinado, os Floyd decidiram compor um blues de estrutura clássica - 12 compassos (12-bar blues) - e dar os holofotes ao Seamus, que não só "canta" como dá o nome à música:

Seamus - Pink Floyd
"Meddle" (1971)

A experiência acabou por ser repetida no filme de Adrian Maben "Live at Pompeii" (1972), mas já sem letra, noutro tom, sem Seamus, mas com a sua substituta, Mademoiselle Nobs, pertencente a Madonna Bouglione, filha de um director de circo.
Ora, cá está ela:


E não rotulem isto de "estúpido" ou "desnexado" ou "coisa de artista que já não sabe mais que fazer".
Como é bom de ver, quer o Seamus quer a Mademoiselle Nobs têm (pelo menos) 2 grandes vantagens em relação a muitos cantores que por aí andam. A saber:
a) são mais afinados;
b) não se dão a ares (nem têm tiques) de super-estrelas.

A título de informação final, o filme "Live at Pompeii" foi lançado em formato DVD no ano de 2003 (e pode-se encontrar vários vídeos do mesmo no You Tube).

publicado por Olavo Lüpia às 02:13 | link do post | comentar | feedbacks (1)

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