Sexta-feira, 11.10.13

10/10 (dez-em-dez) - "Born To Run", Bruce Springsteen, 1975

 

 

 

01. Thunder Road

02. Tenth-Avenue Freeze-Out

03. Night

04. Backstreets

 

05. Born To Run

06. She's The One

07. Meeting Across The River

08. Jungleland

publicado por Olavo Lüpia às 15:54 | link do post | comentar
Sexta-feira, 29.10.10

Porque hoje é Sexta...

 

She's The One, Bruce Springsteen

"Born To Run" (1975)

publicado por Olavo Lüpia às 07:00 | link do post | comentar | feedbacks (1)
Domingo, 20.09.09

10/10 (dez-em-dez)/Especial Bruce Springsteen #6 - "Born To Run"


Para começar, este é um dos melhores de rock de sempre, venha o que vier.
A primeira curiosidade é a de que as canções de "Born To Run" foram compostas por Springsteen ao piano, e não à guitarra. Talvez dito isto se perceba melhor algumas das opções de composições e arranjos do disco.

O disco começa com o que Springsteen chamou um convite, não só à Mary da letra, mas a todos os ouvintes. Um escape, um "vamos embora?", a ideia que tudo estará bem se sair de uma terra pequena e opressiva. Thunder Road transformou-se, por direito próprio, num hino rock intemporal. Um pouco ingénuo, como o é o tema-título, mas genuíno:

Thunder Road

« (...)
There were ghosts in the eyes
Of all those boys you sent away

They haunt this dusty beach road

In the skeleton frames of burned out Chevrolets


They scream your name at night in the street
Your graduation gown lies in rags at their feet

And in the lonely cool before dawn

You hear their engines roaring on

But when you get to the porch
They're gone
on the wind,
so Mary climb in

It's a town full of losers

And I'm pulling out of here to win
»

E quantos Win Butler (Arcade Fire) cabem nestas estrofes?

A seguir vem o soul-funk de Tenth Avenue Freeze-Out. Springsteen estava a ter alguns problemas com a música, até que Steve Van Zandt apareceu no estúdio e fez os excelentes arranjos dos sopros que podemos ouvir. Steven Lento, aliás, Steve Van Zandt, aliás, Little Steven, aliás, Miami Steve, aliás, Silvio Dante ("Sopranos") entraria na E Street Band na digressão de "Born To Run", onde ainda hoje se mantém - saíu em 1985 e voltou com a re-fundação da banda na segunda metade dos 90's. Contribuiu também com vozes secundárias em Thunder Road.

Tenth Avenue Freeze-Out

Backstreets é outro dos emblemas do disco e da carreira de Springsteen. Épico, 'larger than life', lindíssimo. Conta a história da relação 'envergonhada' entre o narrador e a personagem Terry, forçados a esconder o seu amor, até que a relação tem o seu fim e a personagem Terry encontra outro homem, com quem acaba por se ir embora.


Backstreets, Bruce Springsteen & The E Street Band
ao vivo no Hammersmith Odeon, Londres, 1975.



Born To Run

O segundo lado do disco começa com o tema-título, dando depois lugar ao rock com ritmo à John Lee Hooker de She's The One.
A seguir temos a história dos preparativos para um encontro ilícito pela noite, um golpe que pode ser a única esperança para as desesperadas personagens da canção. Springsteen dispensa a E Street Band para ser acompanhado por um trio de músicos jazz (piano, baixo e trompete).

O grande final guarda-nos Jungleland. Ainda mais épica e cinematográfica que o resto do disco, a derradeira música de "Born To Run" é uma das melhores músicas de Springsteen.
A introdução do violino e piano prepara o início da história de amor num contexto de violência de gangs dos subúrbios, a história de Rat e Barefoot Lady.
Um dos momentos mais marcantes da canção é o solo de saxofone de Clarence Clemmons. No documentário "Wings For Wheels" que saiu com a edição especial do 30.º aniversário de "Born To Run", ficamos a saber que o solo é, afinal, da autoria de Bruce Springsteen, que conduz Clemmons do início ao fim do solo, quase nota por nota. Mais um exemplo de que "Born To Run" é mesmo uma poderosa criatura saída da imaginação prodigiosa de um miúdo de 25 anos.

Jungleland

O disco, beneficiando de uma campanha publicitária generosa da 'Columbia Records', acaba por explodir e levar Springsteen à capa da 'Time' e da 'Newsweek'. Era uma espécie de salvador do rock n' roll americano - depois das mortes de Hendrix e Joplin, do fim dos Beatles e dos desaparecimentos de Dylan (curiosamente, também é em 1975 que Dylan volta aos grandes discos, com "Blood On The Tracks") - como mais tarde se refeririam a Kurt Cobain e, mais recentemente, aos Arcade Fire.
publicado por Olavo Lüpia às 17:32 | link do post | comentar

Especial Bruce Springsteen #5 - Born To Run



Foi de parto muito difícil, "Born To Run". Springsteen começou a trabalhar para ele logo depois da saído do seu predecessor. Foi concedido a Bruce um orçamento mais 'compostinho' que os anteriores para o gravar.
O próprio cantautor consciencializou-se que este disco era o seu grande momento definição: era a explosão ou a implosão, para um Springsteen ainda com os seus 24 anos.
A pressão começou a instalar-se. O que nem foi anormal, se pensarmos na visão de Springsteen para o novo disco: 'Bob Dylan cantado por Roy Orbison com produção de Phil Spector' e a sua parede de som. Modesto, pois.

Durante o ano de 1974, Vini Lopez deixou o cargo de baterista, tendo sido substituído temporariamente por Ernest "Boom" Carter. Sancious viria também a deixar a banda, nesse ano.
É ainda com a formação Springsteen-Clemmons-Tallent-Federici-Sancious-Carter que uma primeira versão (com uma mistura diferente) da canção Born To Run é gravada e entregue pelo seu manager Mike Appel à rádio, em Novembro 1974.

Born To Run (versão alternativa)

Carter e Sancious saem, entretanto, da banda, substituídos por dois membros que ainda hoje fazem parte da E Street Band: o 'Professor' Roy Bittan (piano) e Max Weinberg (bateria).

Born To Run (a canção) é um excelente mote para "Born To Run" (o disco).
O som é épico, partes múltiplas de composição, camadas múltiplas de som, uma letra romântica - do bom tipo de romantismo: aquela invencibilidade positiva e imortalidade sonhadora que só os vinte-e-poucos podem oferecer.
Só que a saída de Born To Run aumentou ainda mais as suas expectativas em torno do que daí adviria. O disco tinha de corresponder. Springsteen tinha muitas ideias e sons na sua cabeça e não os conseguia transmitir aos colegas de banda. Pela afinidade de referências musicais, Springsteen chamou Jon Landau, o crítico musical que, ainda em 1973, dizia ter visto o furo do rock em Bruce. Jon Landau nunca mais deixou Springsteen nem de produzir os seus discos, o que acumula com as funções de manager.
"Born To Run" acaba por sair em Agosto de 1975.
publicado por Olavo Lüpia às 16:19 | link do post | comentar
Quarta-feira, 24.09.08

As músicas, às vezes, são como os gatos...

..., com 7 ou 9 vidas - dependendo da língua os bichos falarem.


Jungleland, Bruce Springsteen & The E-Street Band
"Born To Run" (1975)
publicado por Olavo Lüpia às 23:00 | link do post | comentar
Sexta-feira, 01.06.07

Porque hoje é Sexta...

Tenth Avenue Freeze-Out - Bruce Springsteen
"Born To Run" (1975)
publicado por Olavo Lüpia às 00:42 | link do post | comentar

pesquisar neste blog

 

subscrever feeds

Rock Stock

Bichos Protegidos da Serra da Malcata

posts recentes

tags