Quarta-feira, 13.06.07

Palavras para quê? X/Novidades - Beastie Boys

Surpreenderá muita gente o novo dos Beastie Boys, instrumental, de nome "The Mix-up", a sair mais para o fim do mês.
Pelo menos, a tomar pelas amostras, Off the Grid (excelente) e Rat Pack, já a rodar pelo You Tube... Sim, uma banda de hip-hop (ou rap) que consegue ser uma banda orgânica, que toca os próprios instrumentos, e fazer-se soar ora jazz, ora funk, ora soul, ora disco... ora, porra!


Off the Grid


Rat Pack


Para umas espreitadelas a outras músicas deste "The Mix-up" (e que espreitadelas promissoras...), fica aqui a ligação para o site dos Beastie Boys.
publicado por Olavo Lüpia às 03:23 | link do post | comentar
Quarta-feira, 02.05.07

Palavras para quê? IX/ 10/10 (dez-em-dez)


Well, You Needn't - Thelonious Monk
Ruby, My Dear - Thelonious Monk
"Monk's Music" (1957)

Também, com uma banda assim:
Thelonious Monk, piano; Ray Copeland, trompete; Gigi Gryce, sax alto; Coleman Hawkings, sax tenor; John Coltrane, sax tenor; Wilbure Ware, contrabaixo; Art Blakey, bateria;

Palavras para quê?...
publicado por Olavo Lüpia às 03:56 | link do post | comentar | feedbacks (1)
Quarta-feira, 21.03.07

Palavras para quê? VIII

12 cordas, 6 duplas. As três cordas duplas mais graves estão separadas, entre si, por uma oitava. A afinação é a esquisita: Ré, Lá, Si, Mi, Lá, Si.
Toca-se com os cinco dedos da mão esquerda (com especial atenção para o polegar, que se ocupa, por regra, dos bordões), mas apenas com o indicador e o polegar da mão direita.
De Lisboa para Coimbra, o corpo é diferente: em Lisboa mais arredondado, em Coimbra mais esguio, com a forma de uma lágrima. E não apenas isso. De Lisboa para Coimbra, a afinação desce um tom (pelo que, no fundo, a afinação de Coimbra, pelo diapasão, é Dó, Sol, Lá, Ré, Sol. Lá).

Tendo vivido os seus mais verdes anos em Coimbra (muda-se para Lisboa aos 9 anos), Carlos Paredes aprendeu a tocar guitarra com o seu pai, o Mestre Artur Paredes.
Foi funcionário público toda a sua vida e músico em part-time.
É bem conhecida a sua filiação política no PCP e os problemas que, por isso, teve de enfrentar nas décadas do Estado Novo.
Lança o seu primeiro disco, homónimo, em 1957 e uma das suas obras mais conhecidas é fruto da sua contribuição para o filme "Verdes Anos" (1962) do realizador Paulo Rocha. O primeiro Longa Duração, "Guitarra Portuguesa", é editado em 1967.
Em 1993, foi-lhe diagnosticada uma mielopatia que o atirou para a cama de um hospital e o separou, para sempre, da sua querida guitarra (conta-se que, numa das suas viagens, a guitarra chegou a ser dada como perdida, tendo o próprio confessado ter pensado em suicídio), até à sua morte, em 23 de Julho de 2004.
Era um homem simples, humilde e sem manias, como qualquer verdadeiro génio.
Créditos finais para o construtor da sua guitarra, João Pedro Grázio Júnior, e para os acompanhantes de sempre de Paredes: Ana Luísa Amaro (também companheira de vida de Carlos) e Fernando Alvim - que aparece a tocar a viola com cordas eléctricas nas Variações sobre o Mondego, em baixo (e não é o gajo da Antena 3!).
A não perder também, o filme "Movimentos Perpétuos: Tributo a Carlos Paredes" (2006), de Edgar Pêra.

Para começar, antes de mais (e porque é dia):
Canto de Primavera

Sede
Canto de Amor
Verdes Anos

Variações Sobre o Mondego (da autoria de Gonçalo Paredes, avô de Carlos Paredes)
Variações do Mondego #1 (da autoria de Artur Paredes, pai de Carlos. Uma peça que sempre me fascinou, em particular)

Todas estes temas foram editados na compilação "Asas Sobre o Mundo", de 1989.

Para mais informações, recomenda-se a consulta da informação que sobre ele existe na net, em biografias e na sapiência do meu querido amigo Carlos Rebocho!...
publicado por Olavo Lüpia às 01:05 | link do post | comentar | feedbacks (2)
Terça-feira, 13.02.07

Palavras para quê? -VII

Nada a fazer. Zappa foi um dos maiores génios musicais que o universo já conheceu. Aqui fica apenas um cheirinho do seu lado instrumental. Quem ouvir, por exemplo, Peaches en Regalia ou Sofa #1 e não ficar irremediavelmente fascinado, que atire a primeira pedra...

Peaches en Regalia - Frank Zappa
"Hot Rats" (1969)
Sofa #1 - Frank Zappa
"One Size Fits All" (1975)
I Promise Not To Come In Your Mouth - Frank Zappa
"Zappa In New York" (1978)
Sexual Harrassment In The Workplace - Frank Zappa
"Guitar" (1988)
publicado por Olavo Lüpia às 00:45 | link do post | comentar | feedbacks (1)
Quarta-feira, 31.01.07

Palavras para quê? VI

Jean Baptiste Reinhardt. Nickname: "Django".
Foi um fabuloso guitarrista da primeira metade do século. Quem viu o filme "Através da Noite" (originalmente, Sweet and Lowdown, 1999) de Woody Allen, deve ter-se apercebido da figura mítica do guitarrista cigano que punha o personagem principal do filme, Emmet Ray (Sean Penn), literalmente doente... era o próprio Django.
Músicas de jazzman cigano são também um habitué nas bandas sonoras de Woody Allen, exceptuando o "Matchpoint"(2005). E falo de Allen porque sou um viciado na obra e porque foi através dos filmes dele que dei de ouvidos com este Reinhardt.
Django também que aparece maravilhosamente caricaturado no filme de animação "Les Triplettes de Belleville" (2003), de Sylvain Chomet.
Um incêndio em casa dos seus pais, quando Django tinha 18 anos, trouxe-lhe queimaduras de 2.º e 3.º grau pelo corpo. Os médicos queriam amputar-lhe a perna esquerda, mas Django saiu do hospital e voltou a andar com a ajuda de uma bengala. A mão esquerda também ficou lesionada, deixando-lhe o mindinho e o anelar paralisados. Isto obrigou o homem a reaprender e reformular a sua maneira de tocar guitarra. Se o que ele faz com a guitarra é apenas produto de dois dedos da mão esquerda... mais não é preciso dizer, certo? Impressionante!
Ao lado de Django, até o início da II Grande Guerra, esteve o sidekick violinista Stephane Grappelli, que toma, muitas vezes, os holofotes, como poderão ouvir também nas músicas que se seguem. Os dois acabaram por voltar a tocar juntos depois do fim da Guerra.

"Dá-le", Django!

Minor Swing
You're Driving Me Crazy
Daphné
Swingin' With Django
Nuances


publicado por Olavo Lüpia às 02:23 | link do post | comentar | feedbacks (2)
Terça-feira, 02.01.07

Palavras para quê? - V

A Song For Our Fathers - Explosions In The Sky
"How Strange, Innocence" (2000) - obrigado, Pedrito! (ver caixa de comentários)

Yasmin The Light - Explosions In The Sky
"Those Who Tell The Truth Shall Die, Those Who Tell The Truth Shall Live Forever" (2001)

Your Hand In Mine - Explosions In The Sky
"The Earth Is Not A Cold Dead Place" (2003)




Um parêntese só para dizer que o novo deste quarteto texano, com o nome "All Of a Sudden I Miss Everyone", tem data de lançamento prevista para 20 de Fevereiro.
Espera-se ansiosamente...
publicado por Olavo Lüpia às 03:24 | link do post | comentar | feedbacks (4)
Quarta-feira, 06.12.06

Palavras para quê? III - Edição Jazz

De um dos melhores discos Jazz de sempre, "Blue Train" (1957), o intemporal tema-título:

publicado por Olavo Lüpia às 19:22 | link do post | comentar
Domingo, 29.10.06

Palavras para quê? - II

Do etéreo mundo dos Sigur Rós, passamos agora para o punk jazz experimental porreiríssimo dos Acoustic Ladyland, que editaram, em 2005, "Last Chance Disco", onde o sax rouba a luz dos holofotes.
O disco começa com a curta "punkalhada" de Iggy, seguida da excelente e muito viciante Om Konz...

Iggy - Acoustic Ladyland
Om Konz - Acoustic Ladyland


publicado por Olavo Lüpia às 22:33 | link do post | comentar
Domingo, 22.10.06

Palavras para quê? - Edição I - Banda Sonora do Fim do Mundo

#08 (Popplagið) - Sigur Rós, "()", 2002

("Palavras para quê?" será mais virado para a música instrumental. Não é, no entanto, por aí que começamos. Começamos com Sigur Rós - que já faziam aqui muita falta -, com esta inominada #8, com o nome oficioso de Popplagið (ou Canção Pop), do disco de 2002 "( )". Todo o disco não tem letras. O vocalista emite sons articulados que correspondem a língua nenhuma. E... palavras para quê? Esta música tem uma intensidade que não se explica... em língua nenhuma... Dica: ouvir esta música com headphones e, de preferência, no escuro)
publicado por Olavo Lüpia às 14:33 | link do post | comentar

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