Quarta-feira, 20.12.06

Does Humour Belong In Music? (XII)

A imagem de Dave Gahan como crooner "azeiteiro" com tiques de superstar é absolutamente hilária. De resto, é um seríssimo musicão, mas a letra acaba por caber tão bem na personna encarnada por Gahan...


It's No Good, Depeche Mode
"Ultra" (1997)
publicado por Olavo Lüpia às 02:49 | link do post | comentar
Terça-feira, 28.11.06

Does Humour Belong In Music? (XI)

ou será, neste caso, ao contrário?!!

And now, for something completely different:
It's...


Penis Song
Sit On My Face
Spam
Lumberjack Song
The Galaxy Song
and...
Always Look On The Bright Side Of Life

FCC Song - Eric Idol

Para acabar, nunca se esqueçam que...

Every Sperm Is Sacred
publicado por Olavo Lüpia às 03:50 | link do post | comentar
Sexta-feira, 17.11.06

Especial Jeff Buckley - Does Humour Belong In Music?

«I'm a ridiculous person and you're lucky you payed no money to see me» - Jeff Buckley

Em palco, Buckley era muitas vezes o palhacito de serviço, ora brincando com as suas referências musicais, como Led Zeppelin, The Doors, Miles Davis ou Nusrat Fateh Ali Khan, ora fazendo inúmeras brincadeiras, como a do "jogo da cadeira" (aquele em que se tem que procurar uma cadeira e sentar nela logo que a música acaba) e a música que passaria no bar CBGB - bar mítico de NY, que, há pouco tempo fechou as portas, onde o som era mais rock e punk - durante um jogo desses.

O Reverb e os Doors, na edição especial do "Live at Sin-É" (2003)
Jogo das cadeiras, na edição especial do "Live at Sin-É" (2003)
Kashmir, no "Live A L'Olympia" (2001)


publicado por Olavo Lüpia às 13:43 | link do post | comentar
Quinta-feira, 09.11.06

Does Humour Belong In Music? (X)

aqui havia dito que, muitas vezes, o humor aparece de forma não intencional, não deixando, por isso, de ser hilariante. Pode-se gargalhar com o que é risível, ainda que não seja o tipo de humor mais digno. É um bocado como aquela lição de moral aprendida quando éramos petizes: "ri-te com as pessoas e não te rias das pessoas". Por norma, quanto mais desgraçado mais vontade dá de gargalhar...
E, meu deus, como é possível não rir com esta pérola?!!
A verdade é que a música em questão torna-se mais hilariante à medida que o "quadro" horrível é pincelado (reparem que o que já era negro, torna-se, a cada frase e através de uma hábil técnica de escrita, surpreendentemente, mais escuro ainda).

Vem Devagar Emigrante - Graciano Saga

Eu sei. Eu sou uma pessoa muito doente.
publicado por Olavo Lüpia às 17:29 | link do post | comentar | feedbacks (2)
Quarta-feira, 08.11.06

Does Humour Belong In Music? (IX)

E que tal um medley dos Radiohead, em versão bluegrass? Então preparem-se para bater o pé e as mãos (na vertical) em uníssono.

Rodeohead - Hard 'N Phirm
"Horses and Grasses" (2005)
publicado por Olavo Lüpia às 02:36 | link do post | comentar | feedbacks (2)
Sexta-feira, 03.11.06

Does Humour Belong in Music? (VIII)

Só mesmo pela parvoíce da coisa, tomem lá estes caramelos, com o nome apropriado de The Fools.

Psycho Chicken

E agora, a verdadeira...
publicado por Olavo Lüpia às 00:21 | link do post | comentar
Quarta-feira, 18.10.06

Does Humour Belong in Music? (VII)


Hard Rock Hallelujah, Lordi

Três geniais minutos de humor...
Por mais que veja este vídeo, não consigo, de cada vez, não me rebolar no chão a rir. Desde o chapéuzinho patusco da Finlândia às demoníacas asas do vocalista, das bandeirinhas fofas a andar de um lado para o outro à tempestuosa pirotecnia... Tudo!
Tudo é bom de mais para ser verdade!
O que, infelizmente, não posso aqui postar são os comentários incrédulos do "Hilário" Clímaco...

publicado por Olavo Lüpia às 16:54 | link do post | comentar
Terça-feira, 17.10.06

Does Humour Belong In Music? (VI)

Não é que o humor seja a razão principal para a música deste artista. Não é que música do homem seja rísivel - longe disso... mas uma pessoa não consegue deixar de sorrir ao ouvir Carlos Bastos.
O homem é fadista e dedica-se a fazer versões no registo de fado (e derivados) de músicas do anos 60. Aqui ficam dois clássicos revisitados: Hey Jude, dos Beatles, e Satisfaction, dos Stones. Enquanto que a primeira está um pouco à imagem do que se podia esperar, a segunda está mesmo muito engraçada!
Diz que fazem parte do disco "All that fado", mas, para grande infelicidade minha, nunca o ouvi... Ao que parece, até a Proud Mary, dos Creedence Clearwater Revival, por lá anda! Já agora, alguém desse lado o tem? Sabe onde o posso arranjar?
EU QUERO ISSO!
MUITO!

Hey Jude - Carlos Bastos
(I can't get no) Satisfaction - Carlos Bastos

publicado por Olavo Lüpia às 02:28 | link do post | comentar | feedbacks (4)
Quinta-feira, 12.10.06

Does Humour Belong In Music? (V)

Artur Gonçalves, fadista dos 70's. O que o homem fazia era pegar em standards do fado e muni-los com outros textos.
E que textos! Desde a depressiva e raivosa dor de corno (Dor de Cotovelo ou - atentem bem neste título - Não passes mais com ele na Musgueira), passando pela viagem dos jogadores do Sporting a Inglaterra para jogar nas competições europeias com o Sunderland (As Cassetes) até, como seria de esperar, a crítica social (Bairro Alto e seu entulho) e política (Ser Fascista, Vamos Dar Caça à PIDE, Chula dos Partidos ou A Bronca de Moscavide). Existe ainda uma incursão avant la lettre pela cantiga popular de cariz brejeiro, como se pode ouvir em Os Tomates do Padre Inácio ou Vira da Minha Terra (Vamos à Coina).
Sem mais, o magistral Artur Gonçalves.
(Nota: o som não é grande coisa. Mas isto merece MESMO ser ouvido)

Não passes mais com ele na Musgueira
Dor de Cotovelo
As Cassetes
Bairro Alto e seu Entulho
A Bronca de Moscavide
Ser Fascista

Post Scriptum - O melhor vídeo de sempre da política portuguesa já está na net (descobri eu, agora, que já estava na net, via Irmão Lúcia). Não resisti a alojá-lo, fazendo pendant com a veia política de Artur Gonçalves. Pinheiro de Azevedo, 1.º Ministro do VI Governo Constitucional, 1975. Caso para perguntar: Does humour belong in politics?

publicado por Olavo Lüpia às 00:18 | link do post | comentar | feedbacks (3)
Domingo, 08.10.06

Does Humour Belong In Music? (IV)

Manuel João Vieira é um ícone da música portuguesa. É quase o Frank Zappa português, já fez músicas em quase todos os estilos possíveis e imaginários, mas não só... Proto-candidato nas últimas duas eleições para a Presidência da República, terá nascido em Lisboa, em 1960 e em 1962 (segundo o próprio) e é um carismático lider de massas, ainda que, por norma, seja mais apelativo aos mais tenrinhos de idade.
Já pariu vários projectos, como os Ena Pá 2000, os Irmãos Catita e Corações de Atum, usando o pseudónimo Lello Minsk e a companhia de Shégundo Galarza, que é quase uma banda sonora de um qualquer filme português dos anos 30/40, com o desfile de vários estilos de "músicas de salão" e é, ainda assim, o disco mais sério de Vieira.
Canta muito bem (se bem que, às vezes - pronto... muitas vezes -, está tão grosso que não se dá por isso), toca muito bem guitarra (se bem que, às vezes - pronto... muitas vezes...) e é um bom compositor. No que respeita a letras, situa-se entre a genialidade e a boçalidade escatológica mais crua e sem sentido.
Ainda que seja difícil a escolha de um pequeno número de músicas, aqui estão quatro: Portugal Alcatifado, o Hino das pré-campanhas de Vieira à Presidência, Dona, do "És Muita Linda!" (1994), onde Vieira faz uma homenagem sentida à mulher - ou só a uma parte dela!... - e Um gajo muita fixe, de "2001, Odisseia no Chaço" (1999), e Velho Truque, do disco "Corações de Atum" (2000).

Portugal Alcatifado (Hino Vieira) - Manuel João Vieira
Dona - Ena Pá 2000
Um gajo muita fixe - Ena Pá 2000
Velho Truque - Lello Minsk & Shégundo Galarza
Quanto aos Irmãos Catita, por preguiça e conveniência, remeto para post anterior, onde está a musica Drógádo, do "Mundo Catita" (2001).
publicado por Olavo Lüpia às 02:03 | link do post | comentar | feedbacks (2)
Terça-feira, 03.10.06

Does Humour Belong In Music? (III)

Benvindos ao inexplicável. Benvindos ao "maravilhoso". Benvindos ao intangível mundo de Natália de Andrade. Tão intangível como as notas que a mesma almeja lograr com o seu inenarrável instrumento vocal... Proveniente, concerteza, da Escola do Realismo Lírico do bel-canto, a audição das interpretações desta senhora pode, não só, acordar os mortos, como fazê-los correr como o vento.
- O Humor tem lugar na Música?
- Tem, sim!
- O que é inadvertido também?
- Porque não?!! Eu gosto é de rir!
Depois deste pequeno diálogo entre mim e o pequeno duende que vive dentro da minha cabeça e me diz para fazer as coisas mais horríveis, resta-me deixar umas "cenas" da Xôra Dona Diva Natália (sim, porque dá-me uma dor de alma ter que lhes chamar músicas).
O Nosso Amor é Verde não necessita de qualquer apresentação. O Rouxinol é completamente impossível de se traduzir por qualquer raciocínio lógico entre premissas que leve a uma conclusão, quanto mais exprimir por palavras. Nem dá Gosto Assim Vestir fala, sem dúvida, de uma senhora que sofre de Alzheimer...
Para não pensarem que esta senhora só assassinava em português, fiquem com um último "trecho" vociferado pela Diva na língua de Petrarca, de Michelangelo, de Da Vinci e de Roberto Baggio, chamado Addio, Piccolo Amore.

Curiosidade: o pianista que a acompanhou nas gravações foi o Shégundo Galarza.
Atenção: a exposição prolongada à voz desta senhora pode fazer aquilo a que a mais moderna medicina apoda de «mal como o car...».

O Nosso Amor é Verde
O Rouxinol
Nem Dá Gosto Assim Vestir
Addio Piccolo Amore
publicado por Olavo Lüpia às 05:26 | link do post | comentar | feedbacks (1)
Sexta-feira, 29.09.06

Does Humour Belong In Music? (II)

O grande e único, o genial e imprevisível, o revolucionário Frank Zappa. Depois dele, nenhuma "loucura" musical se pode verdadeiramente chamar de novidade. O humor perpassou toda a carreira do homem e aparece desde logo nos nomes de músicas e discos ("Why does it hurt when I Pee?", "I promise not to come in your mouth", "Don't eat the yellow snow", os blues "My guitar wants to kill your mama" e "Sexual haressment in the workplace") e nas suas capas ("We're only in it for the money" - com a sua capa a caricaturar a de "Sgt. Pepper's lonely hearts club band", dos Beatles, entre outras).
Disponibilizo-vos três musiquinhas.
Cosmik Debris, do disco Apostrophe ('), de 1974, que eu gosto particularmente, quer pela letra quer pelas piadas musicais que vão aparecendo na música, em forma de pequenos sons, mudanças imprevisíveis, etc., etc...
O clássico Bobby Brown Goes Down, numa versão live presente no primeiro disco do You Can't Do That On Stage Anymore, Vol. 3 (1989) e, mais tarde, editada também no disco Cheap Thrills (1998) . O mito do cowboy gay nem de perto nem de longe começa com o "Brokeback Mountain", havendo aqui referências claras ao Mascarilha (The Lone Ranger) e aos seu amigo indío, Tonto. Incrível é como a música segue até ao fim, quando toda a gente em palco está perdida em sonoras gargalhadas...
A finalizar, uma raridade que encontrei: uma versão indescritível do documento histórico Stairway to Heaven, dos Led Zepp, cheio de sons imprevisíveis e piadinhas musicais enxertadas em tudo quanto é sítio. O fabuloso solo de guitarra de Jimmy Page é aqui tocado pelos sopros...

Para quem não conheça Frank Zappa e queira dar uma espreitadela ao que era mesmo que ele fazia (sim, porque estamos a falar de uma discografia de cerca de 60 itens, em menos de 30 anos!), recomendo o best of "Strictly Comercial", de 1995. Uma boa porta de entrada pelo mundo delirante de Frank Zappa.

Cosmik Debris
Bobby Brown Goes Down
Stairway to Heaven

(Para um vídeo de uma outra versão da mesma música - menos conseguida, diga-se - por Zappa, cique-se aqui.
Sobre a famigerada teoria da mensagem satânica escondida na Stairway To Heaven, clicar aqui)
publicado por Olavo Lüpia às 15:46 | link do post | comentar | feedbacks (1)
Terça-feira, 26.09.06

Does Humour Belong In Music?

Roubei a questão ao Frank Zappa - e ao seu disco de 1985 - para titular uma nova rubrica, onde vamos procurar a sua resposta. Por aqui vão passar nomes como o próprio Zappa, Manuel João Vieira (o único candidato Vieira com dignidade!!) e seus múltiplos projectos, Mr. Bungle, Nina Simone (!!) e Tom Waits, entre outros.

E comecemos por este último. Já tinha dito que este homem tem um sentido de humor fantástico. Quando tiverem um pouco mais de tempo e paciência, podem, por exemplo, clicar aqui ou onde diz "clica aqui, Amiguinho(a)" ou até mesmo onde disser "ó clica aqui, se queres ver" para visionar algumas entrevistas hilárias que o homem foi dando ao longo dos tempos. (este vai ser o post mais longo da história da cristandade...)

Indo direito ao assunto, disponibilizo duas musiquinhas nas quais o humor ocupa um papel central.
Primeiramente,The Piano Has Been Drinking (not me), originalmente editada no "Small Change" (1976), aqui numa versão live, presente na colectânea "Bounced Checks" (1981) - sim, eu sou um bocado ceguinho pelo homem! Trata-se de uma descrição fantástica do mundo, quando se recusa a aceitar uma premissa básica...
Depois, Better Off Without a Wife, do disco ao vivo "Nighthawks At The Diner"(1975), um hino à condição de solteiro. Antes ainda, uma introdução humorística a esta música. Escusado será dizer que devem ser ouvidas seguidinhas!
publicado por Olavo Lüpia às 03:05 | link do post | comentar

pesquisar neste blog

 

subscrever feeds

Rock Stock

Bichos Protegidos da Serra da Malcata

posts recentes

tags