Quinta-feira, 08.02.07

Trova do tempo que passa

Goodbye and Hello - Tim Buckley
"Goodbye and Hello" (1967)
publicado por Olavo Lüpia às 15:32 | link do post | comentar
Quarta-feira, 07.02.07

10/10 (dez-em-dez) - "Are You Experienced?", 1967


Talvez o melhor guitarrista de todos os tempos. De longe, um dos que influenciou mais gente. Pode dizer-se que existe a guitarra antes de Hendrix (AH) e outra depois de Hendrix (DH). Do uso do pedal de wha-wha [ouça-se Voodoo Chile (Slight Return)] ao som fuzz da guitarra, o uso do tremolo ou barra whammy para, em conjunto com o feedback, inventar as dive bombs... (Cenas!...)
É também um factor exponencial (espero não estar a dar uma argolada técnica!) da era psicadélica, da geração do amor e de Woodstock.

"Are You Experienced", lançado em 12.05.1967, é o primeiro LP da Jimi Hendrix Experience (com Hendrix na guitarra e voz, Chas Chandler no baixo e Mitch Mitchell na bateria).
Nele podemos encontrar de quase tudo: o rock «sexy» de Love Or Confusion, Fire ou Foxy Lady, com riffs fabulosos (como o de Purple Haze ou I Don't Live Today); o jazz «ácido» de Third Stone From The Sun ou Manic Depression; as baladas May This Be Love e The Wind Cries Mary; a completamente psicadélica Are You Experienced?; a soul de Remember; e o «12-bar blues» de Red House.
Já para não falar do mega êxito, Hey Joe.
Tudo isto servido com aqueles comprimidinhos mágicos que fazem a vida ficar bem mais colorida!... Em todos essas músicas existe o psicadelismo.
Em suma, um disco muito variado, uma das melhores álbuns de estreia de sempre. Um disco que apenas não chegou ao #1 das tabelas britânicas devido a outro monstro, "Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band", dos Beatles.

Termino com uma história que é História.
Consta que Hendrix era um porreiraço, mesmo quando já nem conseguia falar e muito menos saber onde está... No dia 4 de Junho de '67, Hendrix tocava o último concerto em Londres, antes de voar até aos Estados Unidos. Esse espectáculo, no Saville Theatre, contou com muitas celebridades na plateia, como Eric Clapton, Jack Bruce, Brian Epstein e os Beatles McCartney e Harrison.
Pois bem, Hendrix aprendeu a tocar a música novinha dos Fab Four, Sgt. Peppers Lonely Hearts Club Band, e abriu o concerto com ela para lhes prestar homenagem! Conseguem imaginar um acto tão enorme como este no pop rock de hoje em dia?
Quanto ao que interessa:
Purple Haze
Manic Depression
Hey Joe
May This Be Love
The Wind Cries Mary
Fire
Foxey Lady
Are You Experienced?
publicado por Olavo Lüpia às 01:31 | link do post | comentar
Terça-feira, 06.02.07

Intermission

Ainda com o post anterior em mente, aqui está um clássico que também foi alvo de uma versão por parte de Old Jerusalem, presente na colectânea "Uma Outra História".


For What It's Worth, The Muppets*

(original dos Buffalo Springfield, do álbum homónimo de 1967)

* com um abraço especial ao Daniel e ao João
publicado por Olavo Lüpia às 02:28 | link do post | comentar | feedbacks (1)
Quinta-feira, 25.01.07

Música que "Tem de ser ouvida para se acreditar"

Foi assim que a Hit Parader descreveu a introdução de guitarra de Jimi Hendrix para Little Wing (1967).
De facto, é um pedaço de antologia o que Hendrix faz em apenas meio minuto. Os restantes dois minutos são simplesmente belíssimos.
Pensando bem, não haveria Yellow Ledbetter (Pearl Jam) ou Under The Bridge (Red Hot Chili Peppers) para ninguém (entre outras) se não se tivessem feito coisas como esta...

Little Wing - Jimi Hendrix
"Axis: Bold As Love" (1967)

publicado por Olavo Lüpia às 02:10 | link do post | comentar
Domingo, 21.01.07

Domingo no Mundo

Sunday Morning - The Velvet Underground
"The Velvet Underground & Nico" (1967)
publicado por Olavo Lüpia às 21:41 | link do post | comentar | feedbacks (1)
Quarta-feira, 20.09.06

Ainda dizem que a droga não faz bem?!!

The Beatles.
Provavelmente, a melhor banda de todos os tempos!
Dos cabelinhos com franjinha ridícula aos ácidos. Da roupinha preta e branca ao arco-íris "farpelar". De Love Me Do a I Am The Walrus...
Revolver ('66), Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band ('67), Magical Mistery Tour ('67) e o White Album ('68) - entre outros - são discos absolutamente fulcrais para o entendimento da música moderna como a nossa geração a herdou.
Curiosamente, a relevância musical da banda é directamente proporcional ao consumo de drogas dos seus membros:
- John começou a inspirar-se numa Lucy in the Sky with Diamonds (e, depois, no "matraquilho" Yoko Ono);
- Paul começou a fumar ganza como se não houvesse amanhã, para além dos ácidos da praxe (claro), e a compor música MESMO a sério - ou, nas palavras de Cavaco Silva, «música do c$%alho...»;
- George Harrison descobriu a cítara e o Ravi Shankar... e a guitarra dele começou a chorar suavemente;
- Ringo, que sempre se sentiu triste por lhe terem dado nome de cão e por não saber muito sobre o que era essa coisa de "tocar bateria", começou a usar as poucas noções de percussão que tinha... para o Bem!

Depois deste intróito pateta - como, aliás, todos os outros -, deixo-vos duas propostas.
A Tomorrow Never Knows, do Revolver (não, não se trata de uma sequela do novíssimo filme do Almodovar - que piada horrível...). É um marco incontornável da era psicadélica, exponenciada pela cena de S. Francisco dos finais dos 60's, com artistas como os Grateful Dead, Jefferson Airplane, The Mothers of Invention de Frank Zappa, Captain Beefheart ou Janis Joplin, passando pelo Verão do Amor ('67), culminando com o Woodstock, em Agosto de '69 .
Coincidência ou não, é em S. Francisco, no Candlestick Park, em 29 de Agosto de 1966, que os Beatles fazem o seu concerto de despedida. Em conversa com McCartney, ele disse-me o porquê de tão precoce despedida: «Eh, pá... Olavo, o povo berrava muito. Então, as gajas... Dassssssss! Eu não ouvia nada do que estava a fazer nem do que os outros tocavam. Quer dizer, no caso do Ringo até nem era mau, mas....». Ringo, himself, coçou a barba e ficou a olhar para o ar durante 7 minutos, até que acordou e disse, com um ar sábio: «Num me lembro...».
De qualquer forma, a música está fora do seu tempo. Muuuuuito à frente. Genial.

A segunda proposta é o Strawberry Fields Forever, do Magical Mistery Tour ('67), e não merece epíteto menor.
Uma obra de arte.
Nas palavras do Prof. Marcelo, «F...-se, Olavo! Essa música é o puto do fim do mundo».
Juro.
(Agora vou pedir aos meninos da minha mailing list para serem pacientes e ouvirem isto outra vez. Desculpem)
Propunha-vos três passos para se ouvir este "bocadinho de história", que são os seguintes:
1.º Ouçam a música só com a coluna da esquerda; depois
2.º Ouçam só com a da direita; (ou vice-versa) Por fim,
3.º Ouçam a música de forma normal, como a conhecem.

Impressionante, não é?... A mistura está feita de uma forma esquisitíssima e, no fundo, são 3 músicas numa só!
Ainda dizem que a droga não faz bem...

Tomorrow Never Knows
Strawberry Fields Forever

P.S. Nenhum Ringo Starr foi morto ou mal-tratado na redacção deste texto.
publicado por Olavo Lüpia às 00:25 | link do post | comentar | feedbacks (3)

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