Sexta-feira, 11.10.13

10/10 (dez-em-dez) - "Born To Run", Bruce Springsteen, 1975

 

 

 

01. Thunder Road

02. Tenth-Avenue Freeze-Out

03. Night

04. Backstreets

 

05. Born To Run

06. She's The One

07. Meeting Across The River

08. Jungleland

publicado por Olavo Lüpia às 15:54 | link do post | comentar
Quinta-feira, 09.05.13

10/10 (dez-em-dez) - "Horses", Patti Smith, 1975

 

 

 

01. Gloria [In Excelsis Deo/Gloria]

02. Redondo Beach

03. Birdland

04. Free Money

05. Kimberly

06. Break It Up

07. Land:

    Horses

    Land Of A Thousand Dances
    La Mer(de)

08. Elegie

publicado por Olavo Lüpia às 16:28 | link do post | comentar
Sexta-feira, 08.03.13

10/10 (dez-em-dez) - "Blood On The Tracks", 1975

 

 

 

 

1. Tangled Up in Blue

2. Simple Twist of Fate

3. You're a Big Girl Now

4. Idiot Wind

5. You're Gonna Make Me Lonesome When You Go

 

6. Meet Me in the Morning

7. Lily, Rosemary and the Jack of Hearts

8. If You See Her, Say Hello

9. Shelter from the Storm

10. Buckets of Rain

publicado por Olavo Lüpia às 11:29 | link do post | comentar | feedbacks (1)
Segunda-feira, 11.04.11

Blue Mondays...

 

 

Idiot Wind

You're Gonna Make Me Lonesome When You Go

Bob Dylan, "Blood On The Tracks" (1975)

publicado por Olavo Lüpia às 07:00 | link do post | comentar | feedbacks (2)
Sexta-feira, 29.10.10

Porque hoje é Sexta...

 

She's The One, Bruce Springsteen

"Born To Run" (1975)

publicado por Olavo Lüpia às 07:00 | link do post | comentar | feedbacks (1)
Domingo, 20.09.09

10/10 (dez-em-dez)/Especial Bruce Springsteen #6 - "Born To Run"


Para começar, este é um dos melhores de rock de sempre, venha o que vier.
A primeira curiosidade é a de que as canções de "Born To Run" foram compostas por Springsteen ao piano, e não à guitarra. Talvez dito isto se perceba melhor algumas das opções de composições e arranjos do disco.

O disco começa com o que Springsteen chamou um convite, não só à Mary da letra, mas a todos os ouvintes. Um escape, um "vamos embora?", a ideia que tudo estará bem se sair de uma terra pequena e opressiva. Thunder Road transformou-se, por direito próprio, num hino rock intemporal. Um pouco ingénuo, como o é o tema-título, mas genuíno:

Thunder Road

« (...)
There were ghosts in the eyes
Of all those boys you sent away

They haunt this dusty beach road

In the skeleton frames of burned out Chevrolets


They scream your name at night in the street
Your graduation gown lies in rags at their feet

And in the lonely cool before dawn

You hear their engines roaring on

But when you get to the porch
They're gone
on the wind,
so Mary climb in

It's a town full of losers

And I'm pulling out of here to win
»

E quantos Win Butler (Arcade Fire) cabem nestas estrofes?

A seguir vem o soul-funk de Tenth Avenue Freeze-Out. Springsteen estava a ter alguns problemas com a música, até que Steve Van Zandt apareceu no estúdio e fez os excelentes arranjos dos sopros que podemos ouvir. Steven Lento, aliás, Steve Van Zandt, aliás, Little Steven, aliás, Miami Steve, aliás, Silvio Dante ("Sopranos") entraria na E Street Band na digressão de "Born To Run", onde ainda hoje se mantém - saíu em 1985 e voltou com a re-fundação da banda na segunda metade dos 90's. Contribuiu também com vozes secundárias em Thunder Road.

Tenth Avenue Freeze-Out

Backstreets é outro dos emblemas do disco e da carreira de Springsteen. Épico, 'larger than life', lindíssimo. Conta a história da relação 'envergonhada' entre o narrador e a personagem Terry, forçados a esconder o seu amor, até que a relação tem o seu fim e a personagem Terry encontra outro homem, com quem acaba por se ir embora.


Backstreets, Bruce Springsteen & The E Street Band
ao vivo no Hammersmith Odeon, Londres, 1975.



Born To Run

O segundo lado do disco começa com o tema-título, dando depois lugar ao rock com ritmo à John Lee Hooker de She's The One.
A seguir temos a história dos preparativos para um encontro ilícito pela noite, um golpe que pode ser a única esperança para as desesperadas personagens da canção. Springsteen dispensa a E Street Band para ser acompanhado por um trio de músicos jazz (piano, baixo e trompete).

O grande final guarda-nos Jungleland. Ainda mais épica e cinematográfica que o resto do disco, a derradeira música de "Born To Run" é uma das melhores músicas de Springsteen.
A introdução do violino e piano prepara o início da história de amor num contexto de violência de gangs dos subúrbios, a história de Rat e Barefoot Lady.
Um dos momentos mais marcantes da canção é o solo de saxofone de Clarence Clemmons. No documentário "Wings For Wheels" que saiu com a edição especial do 30.º aniversário de "Born To Run", ficamos a saber que o solo é, afinal, da autoria de Bruce Springsteen, que conduz Clemmons do início ao fim do solo, quase nota por nota. Mais um exemplo de que "Born To Run" é mesmo uma poderosa criatura saída da imaginação prodigiosa de um miúdo de 25 anos.

Jungleland

O disco, beneficiando de uma campanha publicitária generosa da 'Columbia Records', acaba por explodir e levar Springsteen à capa da 'Time' e da 'Newsweek'. Era uma espécie de salvador do rock n' roll americano - depois das mortes de Hendrix e Joplin, do fim dos Beatles e dos desaparecimentos de Dylan (curiosamente, também é em 1975 que Dylan volta aos grandes discos, com "Blood On The Tracks") - como mais tarde se refeririam a Kurt Cobain e, mais recentemente, aos Arcade Fire.
publicado por Olavo Lüpia às 17:32 | link do post | comentar

Especial Bruce Springsteen #5 - Born To Run



Foi de parto muito difícil, "Born To Run". Springsteen começou a trabalhar para ele logo depois da saído do seu predecessor. Foi concedido a Bruce um orçamento mais 'compostinho' que os anteriores para o gravar.
O próprio cantautor consciencializou-se que este disco era o seu grande momento definição: era a explosão ou a implosão, para um Springsteen ainda com os seus 24 anos.
A pressão começou a instalar-se. O que nem foi anormal, se pensarmos na visão de Springsteen para o novo disco: 'Bob Dylan cantado por Roy Orbison com produção de Phil Spector' e a sua parede de som. Modesto, pois.

Durante o ano de 1974, Vini Lopez deixou o cargo de baterista, tendo sido substituído temporariamente por Ernest "Boom" Carter. Sancious viria também a deixar a banda, nesse ano.
É ainda com a formação Springsteen-Clemmons-Tallent-Federici-Sancious-Carter que uma primeira versão (com uma mistura diferente) da canção Born To Run é gravada e entregue pelo seu manager Mike Appel à rádio, em Novembro 1974.

Born To Run (versão alternativa)

Carter e Sancious saem, entretanto, da banda, substituídos por dois membros que ainda hoje fazem parte da E Street Band: o 'Professor' Roy Bittan (piano) e Max Weinberg (bateria).

Born To Run (a canção) é um excelente mote para "Born To Run" (o disco).
O som é épico, partes múltiplas de composição, camadas múltiplas de som, uma letra romântica - do bom tipo de romantismo: aquela invencibilidade positiva e imortalidade sonhadora que só os vinte-e-poucos podem oferecer.
Só que a saída de Born To Run aumentou ainda mais as suas expectativas em torno do que daí adviria. O disco tinha de corresponder. Springsteen tinha muitas ideias e sons na sua cabeça e não os conseguia transmitir aos colegas de banda. Pela afinidade de referências musicais, Springsteen chamou Jon Landau, o crítico musical que, ainda em 1973, dizia ter visto o furo do rock em Bruce. Jon Landau nunca mais deixou Springsteen nem de produzir os seus discos, o que acumula com as funções de manager.
"Born To Run" acaba por sair em Agosto de 1975.
publicado por Olavo Lüpia às 16:19 | link do post | comentar
Segunda-feira, 01.12.08

Blue Mondays...


You're Gonna Make Me Lonesome When You Go
If You See Her, Say Hello
Bob Dylan
, "Blood On The Tracks" (1975)
publicado por Olavo Lüpia às 07:00 | link do post | comentar
Quarta-feira, 24.09.08

As músicas, às vezes, são como os gatos...

..., com 7 ou 9 vidas - dependendo da língua os bichos falarem.


Jungleland, Bruce Springsteen & The E-Street Band
"Born To Run" (1975)
publicado por Olavo Lüpia às 23:00 | link do post | comentar
Quarta-feira, 09.07.08

...

[Roger Keith Barrett (26.01.1946-07.07.2006)]

Shine On You Crazy Diamond (Parts I-V) - Pink Floyd
"Wish You Were Here" (1975)
publicado por Olavo Lüpia às 01:55 | link do post | comentar
Sexta-feira, 04.07.08

4th of July, Asbury Park

Em 1973 ficava registado um lindíssimo momento da ainda jovem carreira de Bruce Springsteen, retratando a 'fauna' de Asbury Park, New Jersey, tendo por pano de fundo o dia da Independência dos Estados Unidos, na naturalmente denominada 4th of July, Asbury Park (Sandy), de "The Wild, The Innocent & The E-Street Shuffle".
A lembrança desta música este ano deve-se aos recentes falecimentos de dois dos seus protagonistas: Danny 'Phantom' Federici, teclista da E-Street Band que providenciou ao tema o seu incontornável aórdeão - e que não resistiu a um cancro de pele, falecendo no dia 17 de Abril; e Madam Marie*, a 'bruxa' de Asbury Park, que a canção tornou famosa («And the cops finally busted Madam Marie/For telling fortune better than they do...»), falecida há uma semana.


4th of July, Asbury Park (Sandy), Bruce Springsteen
excerto do filme-concerto "Hammersmith Odeon, London '75" (2005)

____________________________
* podem ver algumas imagens de Asbury Park e da própria Madam Marie neste vídeo amador.
publicado por Olavo Lüpia às 16:25 | link do post | comentar
Quarta-feira, 14.05.08

You Are What You Is - A Onomástica no clã Zappa


Busto de Frank Zappa, Vilnius, Lituânia

Não se trata apenas da peculariedade do nomes dos discos, como "Hot Rats", "Lumpy Gravy", "We're Only In It For The Money", "Uncle Meat", "Weasels Ripped My Flesh", "Chunga's Revenge", "Ship Arriving Too Late To Save a Drowning Witch", "You Can't Do That On Stage Anymore" (Vol. I - VI) ou "The Best Band You Never Heard In Your Life" e a lista continua...
Frank e Adelaide Gail Sloatman tiveram 4 filhos, cujos nomes originaram repetidas questões de jornalistas e anfitriões de talk shows.
À primogénita, nascida em 1967, foi ofertado o prodigioso nome Moon Unit Zappa. «Na verdade, foi uma escolha entre esse e Motor Head», explicou o pai a David Letterman, numa entrevista em 1982. É actriz e música, mas ficou mais conhecida por, aos 14 anos, ter sido a voz afectada de Valley Girl, uma paródia às miúdas superficiais de San Fernando Valley, LA.

Valley Girl - Frank Zappa (com Moon Unit Zappa)
"Ship Arriving Too Late To Save a Drowning Witch" (1982)

O segundo filho de Frank foi registado como Ian Donald Calvin Euclid Zappa, mas só se apercebeu desse facto aos 7 anos, já que até aí (como depois) toda a gente lhe chamava Dweezil - a primeira escolha de Frank, recusada no registo civil lá do sítio. Por vontade do filho e com a ajuda de um advogado, Dweezil deixou de ser apenas alcunha e passou a nome oficial. É guitarrista e um muito bom guitarrista. Terá herdado essa característica do pai.
O terceiro filho chama-se - preparem-se! - Ahmet Emuukha Rodin Zappa, e é músico, actor e romancista.
A quarta e última filha do casal Zappa também tem um nome fora do comum, talvez o melhor de todos: Diva Thin Muffin Pigeen Zappa. Sim, esse nome todo...
Sim, estes nomes todos...

Diva, Ahmet, Moon & Dweezil

The Idiot Bastard Son - Frank Zappa & The Mothers of Invention
"We're Only In It For The Money" (1968)
Muffin Man - Frank Zappa & The Mothers
"Bongo Fury" (1975)
publicado por Olavo Lüpia às 01:57 | link do post | comentar
Segunda-feira, 09.07.07

Blue Mondays...

Fez por estes dias um ano que o corpo de Syd Barrett decidiu finalmente fazer companhia à sua mente e, também ele, ajustou os controles para o coração do sol.
A vida e obra de Syd Barrett ficam para sempre ligadas aos Pink Floyd, ainda que Barrett apenas tenha gravado com a banda o seu debut, "The Piper at the Gates of Dawn" (1967). A instabilidade mental do diamante louco dos Pink Floyd começou a tornar-se demasiado absorvente e a banda, em Janeiro de 1968, decidiu não o levar para uma série de espectáculos, assim se consumando a ruptura de Barrett com a banda.
A solo, Syd gravou ainda "The Madcap Laughs" e "Barrett" (ambos de 1970).
Em 1975, os Pink Floyd gravam um dos seus melhores discos, "Wish You Were Here", completamente dedicado ao seu ex-membro.

No Good Trying - Syd Barrett
"The Madcap Laughs" (1970)

Welcome to the Machine - Pink Floyd
Wish You Were Here - Pink Floyd
"Wish You Were Here" (1975)

publicado por Olavo Lüpia às 01:25 | link do post | comentar | feedbacks (1)
Domingo, 10.06.07

(Looking For) The Heart of Saturday Night, parte I*


Spirit in The Night, Bruce Springsteen & The E-Street Band
excerto do filme-concerto "Hammersmith Odeon, London '75" (2005)
Original de "Greetings from Asbury Park, N.J.", (1973)

(30 anos antes dos The Arcade Fire, eram estes os «salvadores do rock», epíteto que lhes adveio, em parte, por performances como a que Springsteen e a E-Street Band - que aqui parece mais a Band of Pimps... - deram no Hammersmith Odeon, Londres, em 18 de Novembro de 1975. Esta Spirit in The Night é um belíssimo exemplo. O registo vídeo do concerto foi editado com a edição especial de 30 anos do "Born To Run", em 2005. O registo áudio saiu no mesmo ano. Nota: O concerto está no You Tube)

* título roubado a uma música de Tom Waits, do disco "The Heart of Saturday Night", de 1974.
publicado por Olavo Lüpia às 02:11 | link do post | comentar
Sexta-feira, 01.06.07

Porque hoje é Sexta...

Tenth Avenue Freeze-Out - Bruce Springsteen
"Born To Run" (1975)
publicado por Olavo Lüpia às 00:42 | link do post | comentar

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