Sexta-feira, 03.02.17

10/10 (dez-em-dez) - "No Other", Gene Clark, 1974

 

01. Life's Greatest Fool

02. Silver Raven

03. No Other

04. Strength Of Strings

05. From A Silver Phial

06. Some Misunderstanding

07. The True One

08. Lady Of The North

publicado por Olavo Lüpia às 16:50 | link do post | comentar
Quinta-feira, 25.02.10

O Fascínio pelo Assassino #11 - Charles Manson

 

Charles Manson não precisa, infelizmente, de grandes introduções.

A 'família' que liderava, na Califórnia, ficou conhecida, entre outros, pelo assassinato de Sharon Tate (na altura, mulher do realizador Roman Polanski). 

 

Neil Young, em 1974, faz um retrato interior violento, do ponto de vista de Manson, do sentimento que uniria aquela 'comuna familiar', em Revolution Blues.

 

Revolution Blues - Neil Young

"On The Beach" (1974)

 

Notamos outra referência a Manson no mundo do rock, no fim de "Bad Moon Rising" dos Sonic Youth, numa colaboração com Lydia Lunch.

 

Death Valley '69 - Sonic Youth (com Lydia Lunch)

"Bad Moon Rising" (1985)

 

Um ano depois, os Flaming Lips (que têm registada uma versão live da Death Valley '69 dos SY, na compilação ao vivo "Finally Punk Rockers Are Taking Acid", de 2002) apresentam o seu disco de estreia, onde figura Charlie Manson Blues.

 

Charlie Manson Blues - The Flaming Lips

"Here It Is" (1986)

 

Charles Manson não ficou só pela face passiva da moeda musical. Teve também uns breves e irrelevantes fogachos musicais.

No plano da justiça, depois de ser condenado à morte em 1971, viu a pena ser comutada para prisão perpétua (pela abolição temporária da pena de morte no estado da Califórnia, em 1972 - depois reintroduzida). Tem sido recusada a sua libertação condicional, que será reavaliada outra vez dentro de dois anos.

publicado por Olavo Lüpia às 02:00 | link do post | comentar
Sexta-feira, 05.02.10

Porque hoje é Sexta...


Rebel Rebel - David Bowie
"Diamond Dogs" (1974)
publicado por Olavo Lüpia às 07:06 | link do post | comentar
Sexta-feira, 15.01.10

Porque hoje é Sexta...


Barbecutie - Sparks
"Kimono My House" (1974)
publicado por Olavo Lüpia às 03:48 | link do post | comentar
Quinta-feira, 10.12.09

O Fascínio pelo Assassino #10 - Hey Joe

Hey Joe é um tema celebrizado pela interpretação de 1966 da Jimi Hendrix Experience, contando a história de um crime passional - porque é que nunca se deu este caso prático nas faculdades de Direito portuguesas para se estudar a problemática 'homicídio qualificado vs homicídio privilegiado' é mais uma das coisas que nunca vou conseguir entender.

Estruturalmente, diga-se que a música é um bom suporte para a letra, tendo a sua progressão de acordes ascendente o dom de propulsionar o efeito dramático crescente da história, que começa pela intenção de matar, ao que se lhe segue o crime e a posterior fuga para o México para evitar o castigo.
 
A verdadeira autoria de Hey Joe é um tema bastante complexo, sendo que a 'doutrina' divide-se entre se tratar de uma música do folclore dos Estados Unidos ou uma música composta por Billy Roberts (em 1962, a partir de uma melodia tradicional), que registou os direitos de composição em seu nome.

A música foi passando 'de guitarra em boca' e vice-versa, tornando-se uma música recorrente no repertório do rock de garagem da Califórnia. A mais conhecida é a versão dos The Leaves. Perdão, três versões dos The Leaves, a primeira em 1965 (com o título Hey Joe Where You Gonna Go?) e as restantes em 1966 (já apodada de Hey Joe). Em baixo fica uma delas.

Hey Joe - The Leaves

Hendrix ouviu-a e, da mesma forma como faria com All Along The Watchtower de Dylan, tornou-a sua e definitiva, gravando-a em single em 1966 e fazendo-a constar do disco de estreia da sua Experience, "Are You Experienced?", do mesmo ano.

Hey Joe - The Jimi Hendrix Experience

Após a gravação de Hendrix, muita gente fez-lhe o mesmo, de Cher aos Body Count, passando pelos Byrds, Tim Rose, os Deep Purple 'and so on, back and forth'.

Frank Zappa optou por um caminho diferente e, em Punk Flower, do seu disco de 1968 "We're Only In It For The Money", toma-lhe o mote e o formato pergunta-resposta para brincar com o movimento floral dos 60's: «Hey, Punk, where are you goin' with that flower in your hand?/I'm goin' down to Frisco to join a psychadelic band...»

Flower Punk - Frank Zappa & The Mothers Of Invention

De todas as versões da canção, registe-se a versão de Patti Smith. Em 1974, Hey Joe foi o seu primeiro e óptimo single.

Hey Joe - Patti Smith
publicado por Olavo Lüpia às 01:55 | link do post | comentar | feedbacks (1)
Domingo, 20.09.09

Especial Bruce Springsteen #5 - Born To Run



Foi de parto muito difícil, "Born To Run". Springsteen começou a trabalhar para ele logo depois da saído do seu predecessor. Foi concedido a Bruce um orçamento mais 'compostinho' que os anteriores para o gravar.
O próprio cantautor consciencializou-se que este disco era o seu grande momento definição: era a explosão ou a implosão, para um Springsteen ainda com os seus 24 anos.
A pressão começou a instalar-se. O que nem foi anormal, se pensarmos na visão de Springsteen para o novo disco: 'Bob Dylan cantado por Roy Orbison com produção de Phil Spector' e a sua parede de som. Modesto, pois.

Durante o ano de 1974, Vini Lopez deixou o cargo de baterista, tendo sido substituído temporariamente por Ernest "Boom" Carter. Sancious viria também a deixar a banda, nesse ano.
É ainda com a formação Springsteen-Clemmons-Tallent-Federici-Sancious-Carter que uma primeira versão (com uma mistura diferente) da canção Born To Run é gravada e entregue pelo seu manager Mike Appel à rádio, em Novembro 1974.

Born To Run (versão alternativa)

Carter e Sancious saem, entretanto, da banda, substituídos por dois membros que ainda hoje fazem parte da E Street Band: o 'Professor' Roy Bittan (piano) e Max Weinberg (bateria).

Born To Run (a canção) é um excelente mote para "Born To Run" (o disco).
O som é épico, partes múltiplas de composição, camadas múltiplas de som, uma letra romântica - do bom tipo de romantismo: aquela invencibilidade positiva e imortalidade sonhadora que só os vinte-e-poucos podem oferecer.
Só que a saída de Born To Run aumentou ainda mais as suas expectativas em torno do que daí adviria. O disco tinha de corresponder. Springsteen tinha muitas ideias e sons na sua cabeça e não os conseguia transmitir aos colegas de banda. Pela afinidade de referências musicais, Springsteen chamou Jon Landau, o crítico musical que, ainda em 1973, dizia ter visto o furo do rock em Bruce. Jon Landau nunca mais deixou Springsteen nem de produzir os seus discos, o que acumula com as funções de manager.
"Born To Run" acaba por sair em Agosto de 1975.
publicado por Olavo Lüpia às 16:19 | link do post | comentar
Terça-feira, 06.05.08

It's Hard To Be A Saint In The City


A foto acima é de Novembro de 1974 e a "constituição da equipa" é 2/3 fácil de fazer. A meio, a figura que parece um tio distante de Philip Seymour Hoffman é Ed Sciaky, à altura DJ da Rádio WMMR-FM, de Philadelphia.
É Sciaky quem telefona a Springsteen, no dia 24 daquele mês, dizendo que queria apresentá-lo a Bowie (após pedido do próprio Camaleão). Bruce apanha, então, um autocarro até à capital da Pennsylvania e conhece Bowie nessa noite nos estúdios da Sigma Sound - onde haviam decorrido as gravações do disco "Young American".
No dia a seguir, Springsteen grava uma mensagem de Natal para Sciaky e para a sua rádio à tarde e, pela noite, vai com aquele ver o espectáculo que Bowie daria no Spectrum de Philadelphia.
Bowie, talvez por timidez, não o disse, logo, Springsteen não o soube, mas o primeiro, durante as referidas gravações de "Young American", havia gravado uma versão de It's Hard To Be a Saint In The City, que viria a ficar de fora daquele disco. Esta cover apenas aparece, anos mais tarde, em algumas compilações [*].
Do original para a versão, o rock perde a negritude soul jazz do Springsteen inicial e ganha a cor, a lúxuria e o glam do Bowie dos meados dos 70's - bem patente, por exemplo, naquelas cordas irrequietas, nas raias da disco.

It's Hard To Be a Saint In The City - Bruce Springsteen
"Greetings from Asbury Park, N.J." (1973)

It's Hard To Be A Saint In The City [outtake de "Young Americans"] - David Bowie
"Sound + Vision" (1989)

[letra]
[fonte: Brucebase, 1974]
____________________________________
[* "Sound + Vision" (1989), "Alternate Biography" (1997), "The Best of David Bowie 1974-1979" (1998), entre outros, de Bowie; também surge no disco de homenagem a Springsteen "One Step Up/Two Steps Back: The Songs of Bruce Springsteen" (1997).]
publicado por Olavo Lüpia às 00:42 | link do post | comentar | feedbacks (5)

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