Especial Jeff Buckley - Sketches For My Sweetheart The Drunk

Em finais de 1996, Jeff tinha acabado uma digressão de 2 anos que passou pelos Estados Unidos, Europa, Japão e Austrália. Estava exausto quando chega a NY.
E chega a altura de começar a preparar o novo disco... NY era uma cidade especial. Parker Kindred (baterista que substituiu Matt Johnson no fim da digressão de Grace) diz sobre a cidade: «in a good day this city is an incredible place to be, in a bad day this city can eat your soul».
O que havia sido, em 1991, a sua libertação, agora parecia sufocá-lo e Jeff sentia a necessidade imperiosa de sair daquele lugar. Seguindo o conselho do amigo Dave Shouse, dos Grifters, Buckley decide deslocar-se para a cidade de Memphis, longe da pressão e tentação nova-iorquinas, o que faz, em Fevereiro de 1997 - cidade de onde acaba por nunca sair.
Aí chegado, Jeff chama a banda (Michael Tighe, guitarra; Mick Grondhall, baixo; e o já referido Parker Kindred na bateria) e começam a tentar gravar material - o material que pode ser ouvido no primeiro Cd do "Sketches..." -, mas as coisas não estavam a sair perfeitas, a tensão em estúdio acumulou-se e o tempo escasseava....
Buckley decide mandar a banda outra vez para NY, para que ele pudesses compor mais músicas e maturar as já existentes. Para tal, usa um gravador de 4 pistas - ver o material presente no 2.º Cd do "Sketches...".
Em finais de Maio desse ano, Buckley chama a banda de volta para procederem às gravações do que viria a ser o seu segundo: "My Sweetheart The Drunk". JB estava, agora, excitadíssimo com o novo material que gravara e ansioso por começar a desbravá-lo com a banda.
O disco aparentava tornar-se um gigante - e não estou a falar do seu tamanho. Jeff era inteligente e não queria fazer um outro Grace. A solução encaminhava-se, parece-me, para um disco mais rock e The Sky is a Landfill, Vancouver, Your Flesh Is So Nice, entre outras, davam o mote geral...
Infelizmente, a banda nunca chegaria a rever Jeff.
Fica o "Sketches...", um disco que, para "esboço", é impressionante. Músicas que não estavam completas ou "perfeitas" para o crivo de Buckley ouvem-se com o maior dos agrados.
Aqui está o vídeo (póstumo) de Everybody Here Wants You.
Fiquem também com uma das minhas preferidas:
Morning Theft

publicado por Olavo Lüpia às 18:06 | link do post | comentar