Does Humour Belong In Music? (IV)

Manuel João Vieira é um ícone da música portuguesa. É quase o Frank Zappa português, já fez músicas em quase todos os estilos possíveis e imaginários, mas não só... Proto-candidato nas últimas duas eleições para a Presidência da República, terá nascido em Lisboa, em 1960 e em 1962 (segundo o próprio) e é um carismático lider de massas, ainda que, por norma, seja mais apelativo aos mais tenrinhos de idade.
Já pariu vários projectos, como os Ena Pá 2000, os Irmãos Catita e Corações de Atum, usando o pseudónimo Lello Minsk e a companhia de Shégundo Galarza, que é quase uma banda sonora de um qualquer filme português dos anos 30/40, com o desfile de vários estilos de "músicas de salão" e é, ainda assim, o disco mais sério de Vieira.
Canta muito bem (se bem que, às vezes - pronto... muitas vezes -, está tão grosso que não se dá por isso), toca muito bem guitarra (se bem que, às vezes - pronto... muitas vezes...) e é um bom compositor. No que respeita a letras, situa-se entre a genialidade e a boçalidade escatológica mais crua e sem sentido.
Ainda que seja difícil a escolha de um pequeno número de músicas, aqui estão quatro: Portugal Alcatifado, o Hino das pré-campanhas de Vieira à Presidência, Dona, do "És Muita Linda!" (1994), onde Vieira faz uma homenagem sentida à mulher - ou só a uma parte dela!... - e Um gajo muita fixe, de "2001, Odisseia no Chaço" (1999), e Velho Truque, do disco "Corações de Atum" (2000).

Portugal Alcatifado (Hino Vieira) - Manuel João Vieira
Dona - Ena Pá 2000
Um gajo muita fixe - Ena Pá 2000
Velho Truque - Lello Minsk & Shégundo Galarza
Quanto aos Irmãos Catita, por preguiça e conveniência, remeto para post anterior, onde está a musica Drógádo, do "Mundo Catita" (2001).
publicado por Olavo Lüpia às 02:03 | link do post | comentar