Does Humour Belong In Music? (III)

Benvindos ao inexplicável. Benvindos ao "maravilhoso". Benvindos ao intangível mundo de Natália de Andrade. Tão intangível como as notas que a mesma almeja lograr com o seu inenarrável instrumento vocal... Proveniente, concerteza, da Escola do Realismo Lírico do bel-canto, a audição das interpretações desta senhora pode, não só, acordar os mortos, como fazê-los correr como o vento.
- O Humor tem lugar na Música?
- Tem, sim!
- O que é inadvertido também?
- Porque não?!! Eu gosto é de rir!
Depois deste pequeno diálogo entre mim e o pequeno duende que vive dentro da minha cabeça e me diz para fazer as coisas mais horríveis, resta-me deixar umas "cenas" da Xôra Dona Diva Natália (sim, porque dá-me uma dor de alma ter que lhes chamar músicas).
O Nosso Amor é Verde não necessita de qualquer apresentação. O Rouxinol é completamente impossível de se traduzir por qualquer raciocínio lógico entre premissas que leve a uma conclusão, quanto mais exprimir por palavras. Nem dá Gosto Assim Vestir fala, sem dúvida, de uma senhora que sofre de Alzheimer...
Para não pensarem que esta senhora só assassinava em português, fiquem com um último "trecho" vociferado pela Diva na língua de Petrarca, de Michelangelo, de Da Vinci e de Roberto Baggio, chamado Addio, Piccolo Amore.

Curiosidade: o pianista que a acompanhou nas gravações foi o Shégundo Galarza.
Atenção: a exposição prolongada à voz desta senhora pode fazer aquilo a que a mais moderna medicina apoda de «mal como o car...».

O Nosso Amor é Verde
O Rouxinol
Nem Dá Gosto Assim Vestir
Addio Piccolo Amore
publicado por Olavo Lüpia às 05:26 | link do post | comentar