Ai Portugal, Portugal...

Há dias, como o de hoje, em que só apetece gritar a plenos pulmões a umas certas pessoas umas estrofes do Palma:

"(...) Estás demitido.
Obviamente demitido!
Evitas a competência,
Não reconheces o mérito,
És um pilar da cepa torta.

(...) Estás demitido.
Obviamente demitido!
Encostas-te às convergências
Nunca investiste num ideal
Tu sempre foste um demitido
Tu foste sempre um demitido
Já nasceste demitido."

(A sério, o que vou vendo e ouvindo todos os dias desafia - e vence - a imaginação mais prodigiosa... E se do grande plano, que é um exemplo em concreto, fizermos um zoom out para a realidade portuguesa, em geral...
Não. Não pode ser.
Eu quero mesmo acreditar que me saíu a fava.
É mais reconfortante...
Verdade, verdade, é que cheguei a um ponto tal que quando ouço certas palavras e nomes sinto a glaciar mão da morte a afagar-me os cabelos e tenho tendência para reduzir o léxico português ao vernáculo mais rasteiro - para além, obviamente, de salivar, chorar copiosamente e gritar, repetidamente, numa voz que seria aguda para uma menina de 7 anos, "Mamã, mamã" ...)

Ó Palma! Ajuda-me aí!

Os demitidos - Jorge Palma
"Norte" (2004)

«Obrigados», ó Palma.
publicado por Olavo Lüpia às 00:26 | link do post | comentar