Novidades - Wild Beasts (em formato Long Play)


E chega, finalmente, a estreia do melhor quarteto de Leeds que vão ouvir esta semana.
Para quem nunca os experimentou, o primeiro impacto tende a ser um choque e um "separar de águas", entre o gostar muito e o detestar em dose diametralmente oposta. É, por certo, o falsetto exuberante de Hayden Thorpe que começa por fazer tal separação, ao que se lhe segue o resto. Indiferente, garanto, ninguém ficará.
Há sempre, em cada terra um (pelo menos, um) ser estranho e original, com um estilo inspirado numa peculiar filosofia de vida, visto de soslaio pela maioria e figura que provoca o fascínio nuns poucos: pode ser por se lembrar de se vestir de mulher, pode ser por ser o bobo da terra, que produz prosa de inspiração instantânea carburada a vinho... pode ser por qualquer outro comportamento "desviante". Ora, os Wild Beasts são esse(a) gajo(a)!...
[no remanescente, continua a valer a descrição dos moços feita no primeiro texto que este tasco lhes devotou]

Quando o disco começa, logo nos primeiros segundos, vê-se a que vêm os Wild Beasts. Pop de luxo, com arranjos inteligentes e inesperados, um som que pode ser inspirado na corte Vitoriana, no cabaret ou nas guitarras dos Smiths, seja para cantar o sexo, a noite bem "regada" ou, até, a queda e a glória de um clube da bola (Woeboegone Wanderers).
Intrigante e discutível a não inclusão do impressionante Assembly (single anterior). Em resumo, uma belíssima e promissora estreia dos Beasts, prevendo-se um limar de arestas no plano traçado, expectável, até, pela natural maturação dos próprios membros da banda (na casa dos vinte, vinte e poucos anos). "Limbo, Panto" é, por isto, um grande candidato a revelação do ano.

Vigil For a Fuddy Duddy
Woeboegone Wanderers
Brace Bulging Buoyant Clairvoyants

[Ver ainda o vídeo do single Devil's Crayon]
publicado por Olavo Lüpia às 07:00 | link do post | comentar