Artistas de Circo

O tapping é uma técnica de guitarra que consiste na utilização da ponta dos dedos para, com movimentos rápidos e firmes, pressionar as cordas de modo a obter som. Nos anos 80, era uma daquelas coisas que todos os guitarristas faziam. Estava na moda e era uma técnica inovadora, usando-se o braço da guitarra como se de um teclado se tratasse. O rei era Eddie Van Halen, mas há ainda a considerar o inacreditável Steve Vai, o Prof. Joe Satriani e o "Neo-clássico" Ingwie Malmsteen, entre outros.
Nos anos 90, seguindo a tendência de tudo o resto, o tapping era visto ora como parolo, ora como azeiteiro, ou simplesmente not cool. Na música, era entendível: os Nirvana e os que se lhes seguiram tinham assassinado o hard-rock, heavy metal e derivados, mandando aqueles cabelos "à foda-se" para o Inferno.
Com o repescar dos anos 80 em toda a linha, começam a aparecer por aí uns artistas que ressuscitaram a técnica do tapping, com resultados curiosos.
Este, aqui em baixo, chama-se Adam Fulara, e podem vê-lo a tocar a 1.ª das Variações Goldberg, de J.S. Bach, no Ternura Porno. Aqui, ele dedica-se também a Bach, tocando o Prelúdio do Prelúdio e Fuga n.º 3 em dó sustenido maior do Primeiro Livro do Cravo Bem Temperado, BWV 848 (com a devida vénia ao sempre iluminado Incontinental - ver caixa de comentários!).


Apesar das caretas que ele vai fazendo durante o vídeo, não lhe conheço nenhum tipo de doença... Devia estar com muita vontade de ir ao WC. É. Deve ter sido isso!
Mas há mais!!! Há ainda a considerar um puto "chinoca" com a graça de Zack Kim, que pulula pelo You Tube, ora tocando Bach e Beethoven, ora tocando o tema do Super Mario Bros. Um exemplo está aqui. Enquanto que o Fulara parece um gajo mais sério no que faz, este Zack Kim cheira-me apenas a artista de circo adolescente - e o facto de ser chinoca só me faz a crença mais forte...
Num registo completamente diferente e com resultados bem mais interessantes, o Sombra também nos dá a conhecer aqui Kaki King.
É só magos e artistas de circo...
publicado por Olavo Lüpia às 14:26 | link do post | comentar